Sentimentos negativos intensos são facilmente detectáveis por qualquer pessoa. Todos sabem o quanto eles podem nos afetar, causando até doenças físicas. Quando observamos pessoas raivosas que vivem esbravejando ou o depressivo que vive a chorar, logo conseguimos ter a noção do quanto aqueles sentimentos são prejudiciais. Tem um comportamento que passa despercebido. O apático, sem vida, sem emoção. A pessoa que parece calma demais, que nunca parece tão triste, mas também nunca parece alegre. Nunca ninguém a vê sentindo raiva ou expressando um sentimento de frustração. Aos olhos de alguns, pode parecer uma pessoa extremamente em paz. Mas, se analisarmos mais profundamente, podemos estar diante de uma pessoa sem gosto pela vida, com inúmeras emoções reprimidas. Alguém que desistiu de sentir, pois se realmente sentir-se o que deveria, a vida poderia ficar insuportável. Assim como a cólera e a depressão, a apatia também faz adoecer.

Atendi um cliente com um quadro como esse. Não tinha noção da profundidade do que estava carregando. Queixava-se de autoestima baixa e que não tinha muita coragem de ir em busca de algumas coisas que gostaria, falta de fé, pensamentos negativos, pessimismo. Exibia um semblante calmo e triste, e sem emoção na fala. Ao falar de alguns poucos desejos que tinha, não expressava nenhum entusiasmo. Ao falar das tragédias, também parecia não se abalar.

No trabalho terapêutico que faço com a EFT (Técnica para Autolimpeza Emocional – Clique Aqui e solicite o Manual Gratuito para aprender a eliminar emoções e pensamentos negativos em minutos!) começo a fazer perguntas para descobrir o que está por trás de uma autoestima baixa, da falta de coragem, ou de qualquer outra dificuldade emocional que o cliente traga. Procuro buscar fatos, lembranças, pensamentos e sentimentos negativos. Procuro achar pontos que o fazem sentir incômodo emocional ao falar. E é super fácil achar esses pontos.

Mesmo quando alguém chega dizendo que está tudo bem, que não sente nada, que não  tem nada de mais na sua vida, que não sente raiva nem mágoa, que já perdoou e aquele discurso todo… Bem, se chegou até a mim é porque há alguma dificuldade emocional. E se há dificuldades tem razões pra isso. E eu consigo fazê-lo entrar em contato e tomar consciência das emoções negativas que ele às vezes jamais imaginava ter. Basta conversar sobre o passado, eventos da sua vida, recentes ou remotos. Inevitavelmente, o conteúdo emocional surge. Nesse momento que o sofrimento aparece, como terapeuta, fico muito satisfeito! É onde mais consigo ajudar o cliente. Aplico a EFT para os sentimentos incômodos e começo a limpar o lixo emocional.

Investigando a vida do cliente para encontrar os pontos emocionais, algumas tragédias foram reveladas. Era extremamente pobre na infância. Dois irmãos morreram antes dele nascer. Um aos treze anos e o outro ele não sabia detalhes. Esta foi a primeira tragédia. Imagine a carga emocional de uma mãe que passa por isso. Ele foi o terceiro filho, o primeiro a sobreviver.

Quando tinha seis anos, o pai foi para o sudeste trabalhar. Abandonou a família e nunca mais deu notícias. Esta foi a segunda tragédia: O abandono completo.

Mais uma grande tragédia. Aos treze anos de idade, sua mãe foi esfaqueada por um patrão que a assediava. Morreu poucos dias depois. Imagine então alguém com esse histórico de vida. As consequências terríveis que tudo isso pode provocar: Autoestima baixa, depressão, desesperança, enfim…

Ao encontrar fatos como esses, começo a fazer o trabalho com a EFT, limpando os sentimentos guardados, o que provoca uma melhora muita rápida. No caso dele, porém, nada do que foi relatado, mesmo as maiores tragédias, nada trazia qualquer emoção. E olhe que eu converso, indago, estimulo, faço relembrar as cenas, os momentos mais intensos. Ainda assim, nenhum sentimento aparecia. Mesmo assim eu aplico EFT. E o que acontece é que durante as rodadas o sentimento começa a surgir, ou se não surge, a pessoa sente um alivio no final, sem nem saber o porquê. No caso dele nada surgia, nem sentimento, nem alívio.

Comecei então a perguntar “Você tem amigos? Sai pra se divertir? Tem algo que lhe traz alegria? Tem algo que faz você sentir culpa, raiva, mágoa, tristeza…?” Para cada pergunta, momentos de silêncio e a reposta via de regra era “não”. Perguntei se ele chorava em algum momento. Falou também que não. Fui concluindo, então, que era um sentimento de apatia extrema. Perguntei se pra ele fazia diferença estar vivo ou estar morto. Ele falou que não tinha vontade de tirar a própria vida, mas que pra ele não tinha diferença. É como se já tivesse feito tudo. O cliente tinha 62 anos. Meu pai tem a mesma idade e vive, trabalha, se diverte, viaja, mais do que eu.

Perguntei se ele já tinha se dado conta desse estado extremo de apatia. Ele falou que nunca havia visto por esse ângulo. E me contou um fato. Disse que foi ao médico fazer um exame e constatou que havia uma parte do coração que parecia não querer mais bater. O médico falou pra ele que era muito estranho, que nunca tinha visto aquilo antes. O próprio cliente me falou que acabava então de relacionar essa falta de vontade do coração de bater com essa apatia e falta de gosto pela vida.

É possível também aplicar a EFT em alguém assim, mesmo com essa dificuldade. Mas me veio na cabeça duas alternativas que eu acreditei que pudessem ser mais eficazes nesse caso. O Reiki e os florais. Pensei em um floral de Bach chamado Gorse. Abri a internet e li a descrição para o cliente: Leia a Descrição Aqui!

Ele falou que o floral o descrevia completamente. Recomendei então bastante Reiki e floral. Ele não conseguia entrar em contato com as emoções para facilitar meu trabalho com a EFT (Clique Aqui e solicite o Manual Gratuito), achei que esse caminho seria melhor.

O apático é um depressivo silencioso. Ele pode não chorar, não reclamar, não expressar emoções. Mas, no fundo, há um sofrimento intenso que se encontra sufocado. Um sofrimento silencioso que é capaz de fazer o coração desistir de bater. Ou pode provocar outras doenças, daquelas degenerativas: Alzheimer, esclerose múltipla… Isso é especulação minha. Mas, creio que devem ser doenças de pessoas que tem uma parte que já desistiu da vida. Mas não são daqueles depressivos que querem se matar. Eles arranjam uma doença que faz isso por eles.

Um forte abraço!

André Lima.

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