Quando falo sobre o perdão, acho importante desvincular da linguagem espiritualista, da conotação religiosa. Gosto de colocar o tema de uma perspectiva prática e objetiva. Pois estamos cansados de ouvir falar sobre o perdão em discursos e textos bonitos, mas o que é difícil, mesmo para as pessoas mais religiosas e espiritualistas, é sentir verdadeiramente o sentimento de paz interior que vem com o perdão.

É aí onde um trabalho terapêutico com a EFT (Técnica para Autolimpeza Emocional – Clique Aqui e solicite o Manual Gratuito para aprender a eliminar emoções e pensamentos negativos em minutos!) faz total diferença, pois conseguimos chegar nesse estado de paz interior com relação a fatos e pessoas, independente da crença ou descrença, da religião ou filosofia que a pessoa pratica, se é ateu ou não, pois o processo é de limpeza energética e emocional, e funciona pra todo mundo. E lembrando que nós chegamos nesse resultado para o nosso próprio bem, pelo bem da nossa autoestima, para não adoecermos por causa de um assunto do passado que não pode ser mudado.

O processo do perdão costuma passar por várias “fases” ou “aspectos” diferentes para a maioria das pessoas. Esses aspectos podem surgir um após o outro ou podem se misturar uns com os outros.

A primeira fase é antes de começar o processo do perdão, onde a gente sente mágoa, raiva, rejeição, abandono em relação a determinada pessoa.

Quando aplicamos a EFT conseguimos dissolver os sentimentos de rejeição, abandono, vítima. Isso nos fortalece e deixamos de ser afetados pela atitude da outra pessoa. Este seria um segundo aspecto ou fase que surge. O sentimento de raiva com relação à outra pessoa pode se intensificar ou não.

Na terceira fase conseguimos aliviar através da EFT os sentimentos de raiva e mágoa que guardamos com relação à outra pessoa. Nesse ponto, passamos a fazer uma separação entre o que é nosso e o que é da outra pessoa, o que está no nosso controle e o que não está. Entendemos que o que o outro fez está ligado a dificuldades emocionais daquela pessoa que, por sua vez, desconta suas frustrações em nós. Deixamos de sentir que temos algum problema ou defeito pra que o outro agisse contra nós da forma que agiu.

Durante esse processo surge uma quarta fase ou aspecto. Raiva de si mesmo. Normalmente surgem os seguintes questionamentos: Como eu pude não entender isso antes? Como eu permiti que isso acontecesse comigo?

Como eu permiti que tal pessoa me maltratasse tanto? Perdi tanta coisa boa na minha vida, deixei de aproveitar, poderia ter sido mais feliz…

Esse sentimento traz um grande desconforto emocional. Perceber que poderia ter feito diferente, agido diferente, que bastava não permitir, que você mesmo foi responsável também é difícil…

Chegar nesse ponto é sinal de evolução do sentimento, mas ainda não é estado mais profundo nem o mais saudável ainda. Conforme já citei, esses aspectos ou fases podem vir um após o outro, de forma clara, ou podem se misturar. Aplicando a EFT em clientes no consultório ou online, é interessante observar a mudança dessas fases. Você pode também se autoaplicar e prestar atenção nessas mudanças.

É preciso observar bastante os pensamentos e sentimentos enquanto se autoaplica o processo.

Chegando nesse último aspecto ou fase é necessário aplicar a EFT para o autoperdão. Se lamuriar, se martirizar pelo que você poderia ter feito e não fez, pelo que você perdeu na vida, traz apenas mais dificuldades em aproveitar a vida a partir do momento presente, gera ainda mais sofrimento e o pior: Em cima de algo que não pode mais ser mudado.

Qualquer apego a coisas negativas do passado, vai trazer desconforto, insatisfação e muitas vezes também medo que aconteça de novo, o que vai refletir nas suas ações presentes e futuras prejudicando sua qualidade de vida.

Podemos usar as seguintes frases como sugestão (Você vai entender melhor se já acessou o meu Manual Gratuito da EFT):

– Mesmo que eu tenha perdido tanto tempo, eu me aceito profunda e completamente

– Mesmo que eu me sinta um idiota por ter permitido que isso ocorresse, eu me aceito…

– Mesmo que eu sinta raiva de mim mesmo, eu me aceito…

– Mesmo que eu não conseguisse, na época, enxergar o que enxergo hoje, eu me aceito…

– Mesmo que eu me sinta frustrado por ter deixado de aproveitar a vida, eu me aceito…

– Mesmo que seja doloroso admitir que eu tive responsabilidade nesse processo, eu me aceito..

Muitas frases poderiam ser formuladas. Procure observar os seus sentimentos e personalize as frases pra você. Dessa forma é bem mais eficaz.

No final desse processo, a compreensão mais ampla poderia ser resumida da seguinte forma:

“Aconteceram ‘tais’ coisas comigo, ‘fulano’ me rejeitava, antes eu sentia como se tivesse ‘algo’ de errado comigo. Eu me sentia ‘inferiorizado’, ‘magoado’, ‘sem apoio’, ‘rejeitado’… Hoje eu compreendo que não tem nada de errado comigo. Mesmo sem concordar ou aprovar as atitudes de ‘fulano’, entendo que ele agia de ‘tal forma’ por causa da sua própria autoestima baixa. Eu posso perdoar ‘fulano’, mesmo sem concordar nem aprovar. E mesmo perdoando eu sinto que não preciso necessariamente me aproximar ou me relacionar com fulano. Eu agora entendo que eu permiti e que fui responsável também. Mas eu me perdoo por isso, naquela época eu não tinha essa compreensão que tenho hoje, eu agi da melhor forma que eu sabia e agora vou aproveitar a vida melhor de hoje por diante e ficar atento para não permitir que isso aconteça novamente…”

Costumo usar palavras como essas para fechar o processo e aprofundar a compreensão. Vou falando as frases enquanto batemos nos pontos da EFT (Clique Aqui e solicite o Manual Gratuito) deixando fluir como se fosse uma conversa consigo mesmo. Traz excelentes resultados!

Um forte abraço!

André Lima.

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