Esse comportamento é interessante. Você observa a realidade que está vivendo, muitas vezes não sabe o que fazer para modificá-la para melhor, e aí racionalmente começa a encontrar uma série de razões lógicas e plausíveis, fatores externos que não dependem de você e justificam plenamente a situação em que você se encontra. A gente vê a realidade (A nossa ou a de terceiros), e, seja ela qual for, boa ou ruim, a tendência é buscar fatores como sorte, acaso, coincidência, o governo, os pais, o ambiente e uma série de outros fatores externos como os fatores principais que determinam aquela situação. Buscamos várias “Provas” que nos dizem que estamos corretos no nosso pensamento.V

Observe bem como isso funciona. Ano passado eu estava conversando com uma amiga psicóloga. Ela estava dizendo como é difícil a profissão, que ganha pouco, que não dá pra cobrar um valor justo. Eu falei o contrário. Que é uma profissão boa, que dá pra cobrar bem, e que eu conheço algumas psicólogas que estão com a agenda cheia e vivendo muito bem.

Aí, começaram as justificativas: “Ah, mas essas devem ter mais de 10 anos de profissão e são exceções. Eu só me formei há três anos. E além disso, a minha psicóloga é professora de faculdade, tem mais 20 de experiência e não tem agenda cheia, e cobra barato, porque senão fica sem clientes. E tem também o seguinte: As pessoas não se dispõem a investir nessa área, quando a coisa aperta financeiramente, a primeira coisa que largam é a terapia” (Nossa, essa última frase eu já ouvi demais!). Não foram exatamente essas as palavras da nossa conversa, mas foi mais ou menos essa a ideia.

Percebem como ela tem razão em estar do jeito que está? Como não depende dela mudar? Como existem fatores reais, provas reais de que a realidade é assim mesmo? Bem, mas existem psicólogas com agenda cheia… Ah… Mas essas são exceções, essas têm mais sorte, essas têm muito mais tempo de profissão…

Então, falei pra ela o seguinte. “Não faz nem três anos que mudei de engenheiro pra terapeuta. Recomecei do zero absoluto. Com 5 meses na nova profissão já estava conseguindo sobreviver, de forma apertada, mas exclusivamente do novo trabalho. E agora tenho uma agenda razoavelmente cheia, consigo cobrar um valor justo, me sinto bem remunerado e acho a profissão muito boa. Além da parte financeira, que eu acho ótima, tenho uma liberdade que poucas pessoas têm. Como se explica isso, então?”

Mais justificativas da parte dela: “Ah, mais o seu trabalho é diferente. Ah mas você é pioneiro. Ah, mas você é terapeuta, não é psicólogo. Ah, mas você trabalha com uma técnica nova”.

Observe que as mesmas justificativas que ela deu pra eu estar bem, eu poderia usar caso eu estivesse indo mal. Veja só o que eu poderia dizer: “É muito difícil, meu trabalho é novo, comecei há pouco tempo, ninguém conhece, as pessoas têm resistência ao novo, eu não sou psicólogo, sou apenas um ‘terapeuta e isso tira a minha credibilidade, ser pioneiro é muito complicado´… Ah, se já tivesse mais gente fazendo o que eu faço… Como seria mais fácil… Ah, se eu já tivesse mais tempo”.

Seja qual for a realidade que se apresenta, boa ou ruim, é fácil buscar razões pra justificar. Se a sua situação está ruim, tem fatores que não dependem de você. Se tem outra pessoa que está bem, melhor do que você em determinada área, é porque também tem fatores externos determinantes.

Essas justificativas são usadas em todas as áreas. Outro dia, atendendo uma cliente, ela falou que quer namorar e ter um companheiro, mas não consegue. Dentre vários outros fatores que foram tratados (Problemas de autoestima que foram tratados nas sessões), perguntei o que poderia justificar ela não conseguir um namorado. Ela disse que só tem mulher, que onde ela vai só tem mulher. Então, isso justifica, desanima, faz a pessoa desistir.  E parece algo bem real mesmo, ela afirmava com toda a convicção. No entanto, tem mulheres que estão sempre se relacionando, que quando acabam um namoro, após pouco tempo, já estão namorando de novo, como explicar isso? A quantidade de homens é igual para as duas… Felizmente, as forças desses pensamentos negativos são tratáveis e “Elimináveis” com a EFT (Técnica para Autolimpeza Emocional – Clique Aqui e solicite o Manual Gratuito para aprender a eliminar emoções e pensamentos negativos em minutos!). E foi o que fizemos de forma bem sucedida na sessão.

Desse jeito, fica parecendo que o que você pode fazer é mínimo. Eu acredito que fatores externos influenciam, mas o ator principal da sua vida é você. Cabe a você criar as soluções e pô-las em prática para melhorar sua vida. Foi isso que eu fiz, e é o que venho fazendo constantemente pra continuar crescendo no meu trabalho. Esse ARTIGO que você está lendo, faz parte dessas ações.

Mas eu nem sempre fui assim. Antes de começar nessa área de terapias e autoconhecimento, eu também justificava tudo. Quando comecei a perceber como isso servia apenas para estagnar a minha vida, fiz um esforço pra mudar de ponto de vista. Ainda me pego muitas vezes justificando, faz parte do processo de aprendizado.

Além de ter percebido conscientemente como isso me prejudicava, apliquei bastante EFT para dissolver a força das justificativas, dos pensamentos e crenças limitantes. Mesmo percebendo que eram apenas crenças, pensamentos negativos que podiam servir como desculpa, emocionalmente eles tinham uma força pra mim. Fazer EFT foi fundamental, pois tira aquele “Peso de verdade” das justificavas que você usa, e assim você consegue fazer o tem que fazer com mais facilidade, se sabotando menos.

 

Um forte abraço!

André Lima.

 

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