Esse título parece coisa de gente que tem um parafuso a menos na cabeça. Mas o que ocorre conosco, é que nos identificamos com uma estrutura mental a tal ponto, que pensamos que somos essa estrutura.

Estou falando do “ego” que governa a nossa vida como se ele fosse o nosso Ser. Existe uma voz na nossa mente, os pensamentos, o diálogo interno. Esses pensamentos raramente estão focados em coisas do presente momento, na atividade que estamos executando AGORA. Estão sempre focados em algo do passado ou do futuro. São lembranças de coisas desagradáveis ou pensamentos que nos levam a focar na próxima atividade ou em perigos e possibilidades negativas que são apenas imaginárias.

O “ego” é apenas uma pequena ferramenta que você tem. Ele não é quem Você realmente é, mas temos uma sensação muito real que ele é quem Nós somos de fato. Você tem uma mão. Mas você não é a sua mão. A sua mão está sob o seu comando, faz o que você determina. No entanto, o “ego”, que é uma parte minúscula que está dentro de nós (Embora pareça gigante) está governando nossas vidas. Ele dita a maior parte do que pensamos, sentimos e executamos. Estamos quase que cem por cento sob o seu domínio.

Precisamos despertar para essa realidade. Descobrir que o “ego” é apenas uma ferramenta que deve estar a nosso serviço. Os pensamentos, que também deveriam nos ajudar, parece que tomam vida própria e pensam da forma que querem, compulsivamente.

O “ego” é uma estrutura que está eternamente insatisfeita com a atual situação. Tudo que fazemos para satisfazê-lo parece trazer apenas uma breve alegria, que em seguida é transformada em pensamento que devemos fazer outra coisa para sentirmos satisfação de novo. E assim vira um círculo vicioso. Viver comandado pelo “ego” traz muito sofrimento. As pessoas que mais sofrem, são as que mais tem uma estrutura forte de “ego”, as que mais estão identificadas com ele.

E quem somos na verdade? Somos a consciência que está ciente do “ego”, que observa os pensamentos. Isso é muito mais profundo. Se você consegue observar os seus pensamentos e as vontades do seu “ego”, isso significa que você na verdade é esse observador dessas ferramentas. A consciência é quem deveria governar o “ego” e os pensamentos, mas o que ocorre é que eles tomam vida própria.

Por não estarmos cientes disso, damos total atenção ao que o nosso “ego” nos diz e buscamos satisfazê-lo. Isso é a causa de todo o sofrimento, inclusive da violência.

O “ego”, que tomou vida própria e pensa que é você, busca várias estratégias para se manter vivo e crescer. Ele se alimenta de pensamentos incessantes que se apresentam de várias formas: Remói o passado (Lamúrias, queixas, histórias…), fica pensando no futuro, cria diálogos com relação as pessoas (Pensamentos de raiva, vingança, o que eu deveria ter dito e feito…), se sente ofendido (Isso também faz criar histórias mentais), fala mal dos outros (Pra se sentir superior, e isso também cria várias histórias), e etc…

São inúmeras estratégias que ele cria para inflar. A primeira coisa que devemos fazer para nos libertarmos gradualmente do “ego”, é identificar a sua ação. Sempre que você se pegar lamuriando do passado, viajando nas preocupações com o futuro, se sentindo ofendido, falando mal de outras pessoas, procure ficar atento e diga para si mesmo: “Esses pensamentos que surgiram é apenas o meu ego se expressando. Eu sou a consciência que observa tudo isso”. Diga isso sem julgamento do que foi pensado. Apenas observe o que foi pensado e identifique que veio do “ego”. Se você julgar os pensamentos ou sentir raiva deles, advinha quem é que está se manifestando? O “ego”. Aí, é só você observar de novo: Meu “ego” acabou de entrar em ação novamente. Sem críticas, nem julgamentos.

Praticando a observação da ação do “ego”, você vai criar cada vez mais uma desidentificação com ele. Ou seja, você vai ficar ciente a cada dia que você não é ele, pois você consegue observá-lo. A ação do “ego” vai assim perdendo gradativamente a força. Ele só consegue atuar livremente quando estamos inconscientes da sua ação. Quanto mais o observarmos, mas ficamos conscientes e assim vai ficando cada dia mais difícil ele agir como deseja.

Não tente se livrar dele de uma hora para outra. Querer se livrar do “ego” cria mais “ego”, é também outra estratégia que ele usa. Apenas observe a sua ação e isso o enfraquecerá dia após dia.

Quando aplicamos EFT (Técnica para Autolimpeza Emocional – Clique Aqui e solicite o Manual Gratuito para aprender a eliminar emoções e pensamentos negativos em minutos!) conseguimos eliminar pensamentos e sentimentos negativos. O “ego” se enfraquece com isso, é um atalho poderoso para se libertar dele. Algumas vezes vamos conseguir observá-lo em ação, outras vezes ele tomará conta de nós e nem vamos perceber. Talvez somente depois de refletir em seguida ou no dia seguinte. O exercício de observá-lo vai a cada dia tornar mais fácil perceber a sua ação.

Esse é um tema bastante amplo. Devo voltar a escrever para explicá-lo mais profundamente.

Um forte abraço!

André Lima.

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